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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Contando uma história: Aula 9 - Jardim - Jesus me ensina a ser um bom amigo

Oi gente! Mais uma história para nossa aula de Evangelização Infantil. Viram como caixas velhas desprezadas se transformam? Se encaixam, se renovam, se vitalizam, se repaginam? Use e abuse delas. Não as deixem soltas sem finalidade. "Na natureza nada se perde, tudo se transforma." Parafraseando Lavoisier. Na verdade elas compõem o cenário representando os lugares em que o homem passou até chegar ao destinatário, dono da bolsa e encomenda a ele remetida.

Você poderá trabalhar a história espírita infantil “A amizade real”, do Espírito Neio Lúcio do livro Alvorada Cristã: (Como o senhor da história vivia rodeado de amigos pois sempre tinha uma palavra boa, útil e verdadeira pra ofertar, os ajudava sem pestanejar.... assim podemos usar essas varetas, que nada mais são que canaletas de pastas velhas, os alunos podem os manipular dramatizando situações de agradecimentos e pedidos relacionados à esse senhor.) No nosso Treinamento do Jardim aproveitamos os filhos dos trabalhadores que lá estiveram e foi uma experiência muito boa nesse sentido.)





“Um grande senhor que soubera amontoar sabedoria, além da riqueza, auxiliava diversos amigos pobres, na manutenção do bom ânimo, na luta pela vida. Sentindo-se mais velho, chamou o filho à cooperação. O rapaz deveria aprender com ele a distribuir gentilezas e bens. Para começar, enviou-o à residência de um companheiro de muitos anos, ao qual destinava trezentos cruzeiros mensais. O jovem seguiu-lhe as instruções. Viajou seis quilômetros e encontrou a casa indicada. ( Notem que a bolsa contendo o dinheiro é um clip de papel. Poderia ter sido outra, mais característica, de couro, tecido, mas era o que estava disponível no momento.)






Contrariando-lhe a expectativa, porém, não encontrou um pardieiro em ruínas. O domicílio, apesar de modesto, mostrava encanto e conforto. Flores perfumavam o ambiente e alvo linho vestia os móveis com beleza e decência. O beneficiário de seu pai cumprimentou-o, com alegria efusiva, e, depois de inteligente palestra, mandou trazer o café num serviço agradável e distinto. Apresentou-lhe familiares e amigos que se envolviam, felizes, num halo enorme de saúde e contentamento. Reparando a tranquilidade e a fartura, ali reinantes, o portador regressou ao lar, sem entregar a dádiva.
- Para quê? Aquele homem não era um pedinte. Não parecia guardar problemas que merecessem compaixão e caridade. Certo, o genitor se enganara. 
De volta, explicou ao velho pai, particularizadamente, quanto vira, restituindo-lhe a importância de que fora emissário.

O ancião, contudo, após ouvi-lo calmamente, retirou mais dinheiro da bolsa, dobrou a quantia e considerou: - Fizeste bem, tornando até aqui. Ignorava que o nosso amigo estivesse sob mais amplos compromissos. Volta à residência dele e, ao invés de trezentos, entrega-lhe seiscentos cruzeiros, mensalmente, em meu nome, de ora em diante. A sua nova situação reclama recursos duplicados.
 - Mas, meu pai - acentuou o moço -, não se trata de pessoa em posição miserável. Ao que suponho, o lar dele possui tanto conforto, quanto o nosso.
- Folgo bastante com a notícia - exclamou o velho. E, imprimindo terna censura à voz conselheira, acrescentou:
- Meu filho, se não é lícito dar remédio aos sãos e esmolas aos que não precisam delas, semelhante regra não se aplica aos companheiros que Deus nos confiou. Quem socorre o amigo, apenas nos dias de extremo infortúnio, pode exercer a piedade que humilha ao invés do amor que santifica. Quem espera o dia do sofrimento para prestar o favor, muita vez não encontrará senão silêncio e morte, perdendo a melhor oportunidade de ser útil. Não devemos exigir que o irmão de jornada se converta em mendigo, a fim de parecermos superiores a ele, em todas as circunstâncias. Tal atitude de nossa parte representaria crueldade e dureza. Estendamos-lhe nossas mãos e façamo-lo subir até nós, para que nosso concurso não seja orgulho vão. Toda gente no mundo pode consolar a miséria e partilhar as aflições, mas raros aprendem a acentuar a alegria dos entes amados, multiplicando-a para eles, sem egoísmo e sem inveja no coração. O amigo verdadeiro, porém, sabe fazer isto. Volta, pois, e atende ao meu conselho para que nossa afeição constitua sementeira de amor para a eternidade. Nunca desejei improvisar necessitados, em torno de nossa porta e, sim, criar companheiros para sempre. Foi então que o rapaz, envolvido na sabedoria paterna, cumpriu quanto lhe fora determinado, compreendendo a sublime lição de amizade real”.

Obs: Notem que o cenário vai sendo modificado pois aparecem figuras tanto na parte da frente quanto atrás das caixas. As figuras referentes a essa história: personagens e cenário posso disponibilizá-las. Basta que me solicite via email. Ok? santaremlenir@gmail.com

sábado, 19 de abril de 2014

Contando uma História: O Carrinho

Aula 7 do nosso plano de unidade do Jardim sugere a história espírita infantil “O Carrinho” do livro E, para o resto da vida...:


“Quando pequenos papai lutava com alguma dificuldade para manter a família, pois éramos

cinco filhos, todos pequenos. Como estávamos sempre a desejar um carrinho, como os filhos dos vizinhos tinham, ele, economizando um pouco, comprou-nos um, esclarecendo que pertenceria a
todos. 


Ficamos muito contentes mas, em breve, estávamos brigando, cada qual julgando ter primazia
para usar o brinquedo. Não podendo adquirir um carrinho para cada filho, certo dia, depois de uma das nossas muitas discussões, ele chamou-nos para conversar.
- Vocês estão se desentendendo por causa do carrinho e isso não é bom. Mas há um meio
de resolver o problema. Durante uma semana o carrinho vai pertencer apenas a um de vocês. Os
demais se ocuparão dos trabalhos da casa, auxiliando sua mãe. Aquele que estiver com o carrinho
poderá empregar o tempo do modo que quiser...
O plano não nos pareceu mau e, quando fizemos o sorteio para saber quem ficaria com o brinquedo
em primeiro lugar, fui o contemplado. Fiquei muito satisfeito, mas nos dias que se seguiram
percebi que brincar sem os companheiros era terrivelmente monótono. Trabalhando juntos, os meus irmãos pareciam mais contentes e felizes do que eu.
Confessei-lhes o que estava sentindo e decidimos conversar outra vez com papai.
- E vocês, sentem-se satisfeitos trabalhando sem o Juca?
Meus irmãos responderam que não. Além do trabalho ter-se tornado mais árduo, eles sentiam falta  da minha companhia.




- Então, disse meu pai depois de pensar um pouco, por que vocês não resolvem o caso da
seguinte maneira: antes vocês realizam, juntos, as tarefas da casa. Com o tempo que restar, pois o trabalho ficará reduzido, poderão brincar à vontade com o carrinho. Que tal a idéia?
Achamos que a solução era ótima. Começamos a trabalhar juntos, auxiliando-nos uns aos

outros e, depois de tudo terminado, corríamos para o carrinho, usando-o para brincadeiras em grupo. Acabaram-se as brigas e até hoje eu e meus irmãos mantemos vivo esse espírito de 
cooperação e camaradagem.”

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Contando uma história: O que Jesus nos pede.

Na aula 6 do nosso planejamento de unidade do jardim: Jesus e seu papai, eu e o meu papai, consta essa história linda do pequeno Zacarias, como não sei desenhar fui pesquisando na Net e encontrei algumas figuras que podem representá-la, quem sabe podem lhes ser úteis. São gravuras de pessoas na lavoura, só que numa abordagem atual e encaixou perfeitamente. 
A idéia era reaproveitar a caixa de sapatos da minha filha e montar um cenário de sobreposições. Vou montar a sequência também em power point, mas se alguém quiser o arquivo das figuras é só pedir por e-mail, ok?

Contando uma história:



O pequeno Zacarias era um menino muito obediente, que viveu no tempo de JESUS. Toda a vizinhança o estimava muito, porque estava sempre disposto a servir. A mãe do menino chamava-se Ester e era moça e bonita. O pai, Joeb, era um rapaz de trinta anos, que ganhava a vida nos rudes trabalhos do campo.




Enquanto o pai trabalhava, Zacarias estudava.
Certa vez, a mãe adoecera gravemente, Joeb fora obrigado a deixar os trabalhos do campo, a fim de proporcionar à esposa assistência indispensável.
Determinada manhã, Joeb disse ao garoto:
- Zacarias, meu filho, a lavoura está ameaçada pelas erva daninhas e sua mãe continua mal, o que você sugere? Devo ir ao campo ou continuar ao lado de Ester?
- Fique ao lado da mamãe, enquanto irei substituí-lo na lavoura- fora a resposta pronta do menino.
- Mas como, meu filho? Não chegou ainda aos dez anos, onde vai arranjar forças para o duro trabalho de enxada?
- Não pense nisso, pai. Não se aflija, porque tudo vai correr bem, até mamãe ficar boa, o que não vai demorar, pois tenho pedido a JESUS para curá-la.






O menino, dentro de pouco, estava trabalhando na roça. A tarefa dos primeiros dias deixara-lhes grandes bolhas nos dedos. As mãos doloridas apresentavam manchas avermelhadas. Mas Zacarias estava muito satisfeito por sentir-se útil aos queridos pais, durante as horas de serviço, o pensamento estava sempre na mãezinha enferma, coitada! Estava tão abatida!... E o pai! Tão trabalhador e dedicado; eles mereciam toda a sua atenção e carinho!

A uns cem metros da casinha humilde, o menino matutava nos últimos acontecimentos. Pensava naquele homem chamado JESUS, que, segundo lhe dissera, realizava curas extraordinárias! Se ELE curasse a sua mãezinha?...



De repente, avistou, sem saber direito de onde tinha vindo, um moço muito belo que lhe tomou as mãozinhas feridas e as beijou longamente.
O menino ouviu a voz suave do desconhecido;
- Zacarias, sua mãe está salva, ela deve agradecer o fato ao seu coração de filho abnegado.
Zacarias compreendeu que estava diante do CRISTO e se jogou de joelhos aos seus pés, beijando-lhe as sandálias rotas.
JESUS levantou-o carinhosamente e apontou-lhe o caminho do lar, sem mais uma palavra. O menino tomou a rota indicada, com os olhos marejados de lágrimas.
Em casa, a doce mãezinha e o papai agradecidos aguardavam o filho, mostrando nos olhos o brilho da felicidade.



Aura Celeste – psicografia de Corina Novelino
Livro: Escuta, meu filho...(adaptação).

Obs: O flash da máquina deixou um brilho nas figuras, mas quem quiser o arquivo das imagens no word, repasso-as tranquilamente, basta entrar em contato, ok?

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Dica de leitura: A história do Natal



O livro não conta somente a história. Meninos e meninas podem interagir com ele e acompanhar a aventura de Maria e José através de páginas que se abrem em cenários em três dimensões, com ilustrações delicadas e coloridas, que revelam o ambiente onde Jesus nasceu.
A leitura do livro é educativa e divertida. Passeando pelos lugares da história, dá para destacar José, Maria, Jesus e os Reis Magos --de papel-cartolina--, montar e desmontar todos eles nos cenários das páginas. A estrela de Belém até pode ser usada numa árvore de natal.
No final, uma surpresa: em um envelope, a criança encontra peças para montar um presépio de verdade e começa de novo a brincadeira com os personagens destacáveis do livro.

Obs: No caso da Evangelização Infantil você vai utilizá-lo como recurso didático, não vai colocá-lo nas mãos da criança, logicamente.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

História do Pinheirinho de Natal














Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas ficaram alegres. 
Crianças, homens e mulheres vinham vê-lo, trazendo presentes pobres e ricos. 
Perto do estábulo, onde dormia o Menino Jesus, num berço de palha,
havia três árvores: uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro.
Vendo aquela gente que ia e voltava, passando embaixo dos seus galhos, 
as três árvores quiseram também dar alguma coisa ao Menino Jesus. 
- Eu vou dar a minha palma maior e mais bela para que ela abane docemente o Bebê - disse a palmeira. 
- Eu vou apertar as minhas olivas, o óleo servirá para amaciar os seus pezinhos - disse a oliveira. 
- E eu? Que posso dar? - perguntou o pinheirinho. 
- Você? - responderam as outras. 
- Você não tem nada para dar! Suas agulhas pontudas poderiam picar o Menino Jesus.
O pobre pinheirinho sentiu-se muito infeliz e respondeu tristemente: 
- É mesmo. Vocês têm razão. Nada tenho para oferecer. 
Um anjo que estava ali perto, escutou a conversa e teve pena do pinheirinho, tão humilde, tão triste, que nada podia fazer porque nada possuia. 
Lá no céu as estrelinhas começavam a brilhar. 
O lindo anjinho olhou para o alto e chamou-as. 
No mesmo instante elas desceram com boa vontade e foram colocar-se sobre os ramos do modesto pinheirinho que ficou iluminado! 
Lá no bercinho, dentro do estábulo, os olhos do Menino Jesus brilharam ao ver aquela árvore tão linda! 
É por isso que as pessoas, até hoje, enfeitam com luzes o pinheiro, no tempo do Natal!

Confiram no YouTube a versão animada com as vozes dos personagens, a que disponibilizamos o áudio na sala do berçário.

sábado, 13 de abril de 2013

Contando uma história: Dona Árvore

 A caixa-estória foi confeccionada com uma caixa grande de fralda descartável, de forma que cada lado dela apresenta-se um cenário, no caso foi da aula 13, do jardim, "Dona Árvore" - Rita Foelker e no interior dela apresenta-se o final da história. Alguns dos personagens também foram fixados com velcro para ficar mais interessante para as crianças.
Quem estiver no encontro de evangelizadores, hoje e amanhã 13 e 14/04/2013, observará cada detalhe!!! Beijocas e pipocas para todos!!!

“Era uma vez uma árvore, no meio de uma floresta.

Ela era uma árvore muito pequena, de galhos muito frágeis, mas sonhava ser grande e dar muitos frutos.


O tempo foi passando, seu caule engrossou e suas folhas se multiplicaram.

Um belo dia, ela perguntou à sua mãe quando é que os frutos viriam.
- Oh! Meu amor! Não somos árvores frutíferas. Somos só assim, mesmos...
E a árvore chorou, porque não tinha nada para oferecer. Via as pessoas apanharem frutas de suas companheiras, e até folhas medicinais, enquanto ela vivia ali, parada, inútil.

Até que ficou tão triste que teve vontade de morrer.
Suas folhas, então, foram murchando. Seus galhos começaram a secar.
Ela foi ficando cada vez mais curvada, seca, e, no silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar:
- Pelo amor de Deus, Dona Árvore! Não faça isto. Minha esposa está chocando nossos filhotes, aqui neste seu galho. Se ele cair, que será de nós?
Espantada, ela começou a prestar atenção em si mesma.
E passou a reparar quanta “gente” morava nela.
Tinha uma família de micos-leões.
 E mais uma casinha de joão-de-barro.
E mais uns besouros...
Uma orquídea em botão, presa ao seu tronco, sussurrou:
- Espere um pouco mais, pra ver a surpresa que vou lhe fazer!...
Então ela viu as abelhas que se tinham alojado num vão entre suas raízes, onde fabricavam mel saboroso.
E viu uma família de pessoas almoçando à sua sombra.
E só então ela conseguiu ouvir a voz de Deus em seu coração, dizendo:
- Nem todas as árvores têm frutos para dar. Porém algumas, como você, podem ter muito mais a oferecer...


A árvore, com aquele pensamento, recuperou a vontade de viver, ficando saudável em

poucos dias.

Assim, ela pôde festejar quando os passarinhos nasceram, e a orquídea logo se abriu.

Muitas gerações de crianças já construíram “casas” e balanços em seus galhos firmes e fortes.

Esta é uma de suas grandes alegrias!

E até hoje ela está lá, dando cada vez mais sombra, sustentando cada vez mais vidas, feliz por ter encontrado sua verdadeira razão de viver”.





sexta-feira, 12 de abril de 2013

Contando uma história: Louvado seja Deus!

Ufa!!! Mais uma missão cumprida! No intervalo de uma mamada e outra da Maísa, deu tempo de concluir esse recurso que já estava devendo para o nosso kit de materiais do Jardim de Infância - Aula 17 - Jesus conversa com Deus. Eu também já sei orar.

Essa foi uma inspiração divina! Lembram-se das bonecas africanas que aprendemos a fazer no nosso último treinamento? Sim, aquelas feitas com retalhos e nós. Aliás, a origem delas é muito interessante, dizem que simboliza a raiz da contação de histórias, na África. As mães não tinham condições de comprar brinquedos para seus filhos, assim, rasgavam trapos de sua própria roupa para confeccioná-las. Nesse caso, foram reaproveitados retalhos diversos, inclusive de TNT, para representar o homem negro e o homem branco. Linda história de amor e perdão. Uma lição inesquecível!

Conte a história espírita infantil “Louvado seja Deus”, do livro Pai Nosso, do Espírito Meimei:
“O velho André era um escravo resignado e sofredor.
Certo dia, ele soube que Jesus nos ensinara a santificar o nome de Deus e prometeu a si
mesmo jamais praticar o mal.
Se o feitor da fazenda o perseguia, André perdoava e dizia de todo o coração: - Louvado seja Deus.

Se algum companheiro tentava-o a fugir das obrigações de cada dia, considerando as injustiças
que os cercavam, ele dizia contar com a Bondade Divina, indicava o céu e repetia: - Louvado seja Deus.

Quando veio a libertação dos cativos, o dono da fazenda chamou-o e disse-lhe que a pobreza e a doença lhe batiam à porta e pediu-lhe que não o abandonasse. Todos os companheiros se ausentaram, embriagados de alegria, mas André teve compaixão do Senhor, agora humilhado, e permaneceu no serviço, imaginando que Deus estaria satisfeito com o seu procedimento.

O proprietário da terra, pouco a pouco, perdeu o que possuía, arruinado pela enfermidade, mas o generoso servidor cuidou dele, até à morte, afirmando sempre: - Louvado seja Deus.

André estava cansado e envelhecido, quando o antigo patrão faleceu. Quis trabalhar, mas o corpo encarquilhado curvava-se para o chão, com muitas dores.
Esmolou, então, com humildade e paciência e, de cada vez que recebia algum pão para saciar a fome ou algum trapo para cobrir o corpo, exclamava alegremente: - Louvado seja Deus. Certa noite, muito sozinho, com sede e febre, notou que alguém penetrava em sua choça de palha. Quem seria?
Em poucos instantes, um anjo erguia-se à frente dele.
Acanhado e afl ito, quis falar alguma coisa, mas não pôde. O anjo, porém, sorrindo, abraçou-o e exclamou:
- André, o nome de Nosso Pai Celestial foi exaltado por seu coração e vim buscar você para que a sua voz possa louvá-lo agora no céu.

No dia seguinte, o corpo do velho escravo apareceu morto na choupana, mas, sobre o teto
rústico as aves pousavam, cantando, e muita gente afirmou que os passarinhos pareciam repetir:
- Louvado seja Deus!