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terça-feira, 12 de novembro de 2013

20 Exercícios para a Reforma Íntima



1 - Executar alegremente as próprias obrigações.
2 - Silenciar diante da ofensa.
3 - Esquecer o favor prestado.
4 - Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
5 - Emudecer a nossa agressividade.
6 - Não condenar as opiniões que divergem da nossa
7 - Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
8 - Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.
9 - Treinar a paciência constante.
10 - Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.
11 - Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
12 - Desculpar sem desculpar-se.
13 - Não dizer mal de ninguém.
14 - Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
15 - Alegrar-se com a alegria dos outros.
16 - Não aborrecer quem trabalha.
17 - Ajudar espontaneamente.
18 - Respeitar o serviço alheio.
19 - Reduzir os problemas particulares.
20 - Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade. (Do livro: Ideal Espírita, Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Scheilla).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mensagem aos trabalhadores do Encontro Fraterno

 

 
Paz em Cristo Jesus.

Queremos agradecer a todos que direta ou indiretamente colaboraram com o nosso Encontro Fraterno Auta de Souza - EFAS realizado nos dias 21 e 22/set/2013. 
Que o nosso Mestre e Senhor Jesus continue amparando aos que se dispõem ao trabalho do bem.
E que Jesus, em Sua Bondade Infinita, possa sempre nos conceder oportunidades como essas, para que possamos divulgar a Doutrina Espírita, desenvolver a união entre nós espíritas e trocar experiências, conforme nos ensina Joanna de Ângelis:
 
"Reunamo-nos todos, com freqüência, a fim de dirimirmos dificuldades e incompreensões, em encontros de ação cristã, debatendo os nossos serviços e permutando experiências adquiridas no campo da própria realização, com que nos resguardaremos da prepotência do eu e da vaidade de obreiros que se não permitam enganar."(Após a Tempestade - Divaldo Franco pelo Espírito Joanna de Ângelis).
 
Fraternalmente,
Regina, juntamente com todos os trabalhadores que realizaram o EFAS Novo Gama/Pedregal(GO)

domingo, 5 de maio de 2013

Mãezinha

Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra as primeiras criancinhas,
chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar
infinitamente.
De alguém que não enxergasse o mal.
Que quisesse ajudar sem exigir pagamento.

Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do
coração.
Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas
lições de cada dia.
Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação.
Que cantarolasse baixinho, para adormecer os bebês que ainda não podem
conversar.
Que permanecesse em casa, por amor, amparando os meninos que ainda não
podem sair à rua.
Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo.
Que abraçasse e beijasse as crianças doentes.
Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos, garantindo o corpo de pé.

Que os conduzisse à escola, a fim de que aprendessem a ler.

Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo, examinando,
examinando... e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha
e confiou-lhe as crianças.
Por esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo,
ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de
nossa jornada na Terra. Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e
sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida
preciosos auxiliares de Deus.                                    

Meimei. por Francisco Cândido Xavier.
Do Livro: Pai Nosso

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mensagem aos evangelizadores...

Finalmente chegamos ao final de mais um ciclo de atividades e projetos, alguns tivemos êxito, outros deixamos pela metade ou sequer reservamos tempo e dedicação para com eles. Tivemos desafios, obstáculos, alegrias, tristezas e decepções. Mas tudo foi um aprendizado.

Enfim, o que importa, é que vamos recomeçar, é tempo de reformular, planejar, dar encaminhamento, traçar diretrizes e delinear ações, afinal, organização é atributo dos espíritos superiores, tal qual preconiza André Luiz, no livro Nosso Lar.

A mensagem que fica para 2013 é a da perseverança, da coragem, da ousadia, da criatividade e do amor em tudo o que formos realizar. Que tal lembrar sempre dos exemplos positivos, dos grandes mestres e apóstolos? Na escola convencional, costumo referir sempre à figura de Oscar Niemeyer, brilhante em tudo o que se propunha a realizar. Vamos ser brilhantes em nossos ideais, tarefas e responsabilidades?

Então, avante companheiros! Vamos semear nos corações infantis tão necessitados de luz, de Jesus, e cuidar desse jardim para que ele dê frutos, seja bonito, cheio de borboletas e cores... Essa é a nossa missão de agentes polinizadores.

Um abraço de urso para todos.


sábado, 3 de novembro de 2012

Pensando na morte

Nós, seres humanos, somos de raças e cores diferentes. Temos múltiplas formas de nos expressar, através da linguagem e da diversidade dos costumes.

Em matéria de crença religiosa, filiamo-nos àquela que melhor nos fale ao coração.

Somos de graus variados em intelecto, posição social e sentimentos.

Mas, se há um verdadeiro ponto comum para todos nós, esse se chama morte.

Todos estamos fadados a ela e, de forma paradoxal, é com o que menos nos preocupamos.

Planificamos nossa vida como se esta jamais fosse findar. Criamos rixas e desavenças com pessoas e nações, disputando coisas passageiras, sem nos darmos conta de que tudo ficará aqui, na Terra, quando chegar nossa hora de partir.

Acumulamos bens e trabalhamos muito além da conta, para encher cofres e contas bancárias, sem pensar que isso somente vale enquanto estamos por aqui.

Enfim, vivemos como se a carne fosse imortal e a morte nunca nos houvesse de alcançar.

Para quase todos, aliás, falar em morte equivale a algo lúgubre, tenebroso.

Um conceito que foi fabricado especialmente pela grande noite da Idade Média.

Se nos recordarmos dos cristãos primitivos, veremos que para eles a morte não tinha conotação de terror algum.

Era, antes, considerada a grande libertadora. Conscientes da mensagem imortalista do Galileu, eles partiam para o martírio entre hinos de alegria.

No corpo, consideravam-se encarcerados, anelando pela liberdade.

Na limitação orgânica, sentiam-se em área estreita e sombria, desejando a luminosidade do amanhecer eterno.

Enquanto na matéria, experimentavam cativeiro perturbador e por isso mesmo, esforçavam-se para alcançar a libertação.

Viviam as experiências terrenas com lucidez, preservando a certeza de que, por mais se alongassem, seriam interrompidas com a morte, prosseguindo noutra dimensão.

Face a essa convicção, jamais se atemorizavam diante da própria morte. Nem dos seres amados.

Viviam no mundo como alunos num internato, como hóspedes e não como residentes fixos.

Martirizados ou perseguidos, recebiam a penalidade como forma de sublimação e de mais fácil ascensão à glória imortal.

O infortúnio do exílio, a separação dos bens e da família, embora os fizesse sofrer, não os desesperava, por confiarem no reencontro futuro e na conquista de valiosos tesouros de paz e autorrealização.

A Idade Média, com suas superstições e fanatismo, envolveu a morte em terríveis sombras, vestindo-a de pavor.

As carpideiras, as vestes negras e roxas, as cerimônias macabras, tudo dava a impressão de horror e desalento em referência à morte.

É hora de retornar às fontes primitivas do Cristianismo. Com a certeza da continuação da vida, a morte passará a ser recebida com serenidade.

Morrer deixará de ser tragédia. Será, sim, o mecanismo que facilitará o renascimento em outra esfera, no Mundo Espiritual.

Sigamos, pois, na sua direção, com tranquilidade e sem temor.



Redação do Momento Espírita com base no cap. 29, do
livro Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de
Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 2.11.2012.

sábado, 11 de agosto de 2012

Agenda Cristã para a Confraternização dos trabalhadores

Conduta Espírita do Jovem

Moderar as manifestações de excessivo entusiasmo, exercitando-se na ponderação quanto às lutas de cada dia, sem, contudo, deixar-se intoxicar pela circunspecção sistemática ou pela sombra do pessimismo.
O culto da temperança afasta o desequilíbrio.


"Foge também aos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor." - Paulo. (2ª carta a Timóteo, capítulo 2, versículo 22.)

Conduta Espírita do Dirigente de Reuniões Doutrinárias

Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender a solicitação sem objetivo justo.
Ordem mantida, rendimento avançado.


"Como, pois, recebestes o Senhor Jesus-Cristo, assim também andai nele." - Paulo. (Colossenses, capítulo 2, versículo 7.)

Conduta Espírita no Trabalho

Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.
O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.


"Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." – Jesus. (João, capítulo 5, versículo 17.)

Conduta Espírita do Médium

Atender aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade, distinção e cortesia.
A condição social é apenas apresentação passageira e todos os papéis são permutáveis na sucessão das existências.

"Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros." - Paulo. (1ª epístola aos romanos, capítulo 14, versículo 19.)

Conduta Espírita no Templo

Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.
Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.

Conduta Espírita na Obra Assistencial

Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados.

Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.
Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro fraterno.
A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.

Conduta Espírita perante Nós Mesmos

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica ao auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia o afastamento do Evangelho.

Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

Conduta Espírita perante O Tempo

Ainda que assoberbado de realizações e tarefas, jamais descurar o bem que possa fazer em favor dos outros.

Quando procuramos o bem, o próprio bem nos ensina a encontrar o “tempo de auxiliar”.

“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 7, versículo 6.)

Conduta Espírita perante O Livro

Consagrar diariamente alguns minutos à leitura de obras edificantes, esquecendo os livros de natureza inferior, e preferindo, acima de tudo, os que, por alimento da própria alma, versem temas fundamentais da Doutrina Espírita.
Luz ausente, treva presente.
Divulgar, por todos os meios lícitos, os livros que esclareçam os postulados espíritas, prestigiando as obras santificantes que objetivam o ingresso da Humanidade no roteiro da redenção com Jesus.
A biblioteca espírita é viveiro de luz.
“Examinai tudo. Retende o bem.” — Paulo. (1ª carta aos tessalonicenses, capítulo 5, versículo 21.)
Conduta Espírita perante a Codifcação Kardequiana

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações infelizes.” - (O Evangelho segundo o Espiritismo)

“Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: Fora da caridade não há salvação.” - (O Evangelho segundo o Espiritismo)

“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.” — Paulo. (1ª carta a Timóteo, capítulo 4, versículo 15.)
Conduta Espírita perante Jesus

Lembrar-se de que o Senhor trabalha por nós sem descanso.
Repouso indébito, deserção do dever.
Em todas as circunstâncias, eleger, no Senhor Jesus, o Mestre invariável de cada dia.
Somos o rebanho, Jesus é o Divino Pastor.
Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações.

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” — Paulo. (Colossenses, capítulo 3, versículo 23.)

Obs: Organizamos essas mensagens no papel A4, numa fonte arial black, para enfeitar o nosso espaço de confraternização e lembrar dos pilares básicos de nossa jornada de trabalho na Casa Espírita.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tens desempenhado com boa vontade todos os encargos sob tua responsabilidade?

Caros evangelizadores e amigos de seara,

Essa mensagem é para nossa reflexão. Fala sobre como a espiritualidade age sobre nós, nossos problemas e de como nós não percebemos suas intuições e auxílios sempre constantes. Então chegou a hora de mostrar o que nos falta para entrar de verdade no campo do trabalho, seja ele qual for!!! A VONTADE!!!

Se buscarmos em nossos problemas a força para irmos ajudar o próximo, nunca iremos, porque sempre julgamos o nosso problema maior e de difícil solução. E infelizmente nos esquecemos de que o próximo somos nós mesmos, em outra dimensão, ou seja, se quisermos ser felizes, devemos promover a felicidade do outro. Essa é a grande lição!!!


O ESPÍRITO QUE FALTAVA

Quando Dona Arlinda chegou ao grupo espiritista, desejosa de curar-se das perturbações que a assediavam, foi atendida pelo orientador Dagoberto, dedicado protetor espiritual dos necessitados.
– Quero sarar – dizia a iniciante – e servir à Doutrina. A mediunidade é um ministério celestial. Se Deus me achar digna, aqui estarei para trabalhar com afinco e devotamento.
Reparando-lhe as boas disposições, o diretor da casa facilitou-lhe o acesso aos fluidos renovadores.
– Preciso de espíritos que me curem! – reclamava a obsidiada, lamuriando-se – e, tão logo me refaça, seguirei a verdade e servi-la-ei até ao fim de meus dias...

O benfeitor deu-se pressa em angariar a colaboração de clínicos competentes da espiritualidade, que a ajudassem na recuperação do equilíbrio.

Em breve, Dona Arlinda estava robustecida, feliz. Perdera as fobias inquietantes. Estava curada, enfim.
Prosseguia freqüentando as pequenas assembléias doutrinárias, mas mudara a conversa...
– Se Amaro, meu marido, obtivesse um emprego, sentir-me-ia mais disposta ao trabalho mediúnico. Mas assim...
E terminava, suspirando:
– Se os espíritos caridosos nos amparassem...
Dagoberto interveio, solicitando a cooperação de alguns benfeitores que, indiretamente, agindo sem alarde, através dos fios invisíveis da inspiração, lhe situaram o esposo em serviço digno, convenientemente remunerado.

Dona Arlinda, agora, era menos pontual às sessões iluminativas; fazia-se, contudo, portadora de novas alegações.
– Como contribuir na lavoura da mediunidade? Meus dois filhos, Fernando e Rodolfo, cercam-me de preocupações infindáveis... Sabemos que as atividades dessa natureza exigem paz... Com as angústias que trago na cabeça, a calma é impossível. Se os espíritos me ajudassem a encaminhá-los...

Voltou o protetor a socorrê-la, trazendo-lhe à casa o decisivo concurso de sábios educadores desencarnados que modificaram as tendências dos rapazes, melhorando-lhes os impulsos e conduzindo-os a louváveis institutos de ensino.
Solucionado o problema, Dona Arlinda encontrou nova necessidade:

– Graças a Deus – afirmava –, tenho sido muito feliz em minhas súplicas. Mas, como iniciar a colaboração nos círculos da mediunidade? Enquanto não nos mudarmos de residência, qualquer tentativa seria improfícua. Imaginem que sou diàriamente hostilizada pelos vizinhos. Necessito, antes de tudo, afastar-me do ambiente. Enquanto isto não se der...
E rematava:
– Se os espíritos me auxiliassem a favor da mudança...

Dagoberto, prestativo, correu a cooperar. Não dispunha de corretores no “outro mundo”, mas conhecia amigos que sabiam amparar sem prejuízo de ninguém.

Em poucas semanas, a senhora permutava o domicílio acanhado por residência arejada e espaçosa.
Beneficiada de tantos modos diferentes, teve dificuldade de alinhar pretextos de ordem material e falou, supostamente preocupada, aos companheiros do grupo:

- Estou pronta para a tarefa mediúnica...
Entretanto, como encetá-la? Aguardo a influência dos irmãos invisíveis, em nossa mesa de orações, tempo enorme!... Qual nada! Não registro a menor vibração diferente, em torno de mim! estou mesmo sem rumo...

E concluía, reticenciosa:
– Se os espíritos me desenvolvessem...
O benfeitor de sempre movimentou as possibilidades imediatas e trouxe companheiros esclarecidos que passaram a colaborar no esforço de iniciação da candidata.
Dona Arlinda foi crivada de apelos e advertências. Os amigos do Além falaram-lhe da caridade, da educação, do serviço ao próximo. Conduziram doentes ao seu coração, proporcionando-lhe valiosas oportunidades de praticar a ciência de elevação. Necessitados sem número, tangidos por forcas imponderáveis, sitiaram-lhe a porta.
Era convidada às manifestações do bem, através de todos os clarins da vida espiritual.

A futura missionária, porém, negou-se redondamente. Queria o ministério mediúnico, mas não suportava a visão de doenças, experimentava receios indefiníveis ante as pessoas perturbadas, não dissimulava o desequilíbrio nervoso que a acabrunhava, em qualquer ação de socorro às entidades sofredoras. Temia complicações, não desejava ser julgada pela opinião pública.

Reproduzia queixas e fugas, duas vezes por semana, ante os colegas espantados, quando Dagoberto, o prestimoso amigo espiritual, certa noite se comunicou no grupo, satisfeito e bem humorado, como de costume. Finda a preleção, na qual distribuiu precioso encorajamento, Dona Arlinda interpelou-o, suplicando :

– Meu protetor, ajude-me! Preciso progredir!
Poderei contar com a sua ajuda para meu desenvolvimento?
O interpelado respondeu, enigmático:
– Sim?... A mediunidade, antes de ser um fenômeno, é trabalho dos semelhantes!...

Dona Arlinda pretendia promessas mais claras e aduziu :

– Os protetores me auxiliarão?
Dagoberto sorriu e ajustou:
– Eu, agora, minha irmã, só conheço um espírito que pode socorrê-la. Um, apenas. Sem ele, sua felicidade nunca virá,.
– Oh! qual? – interrogou a senhora, dominada pela volúpia de implorar proteção diferente – farei preces, incluí-lo-ei em minhas súplicas diárias!...

Com surpresa geral, Dagoberto informou :
– É o espírito da boa vontade. Para encontrá-lo, não precisa dirigir-se ao “outro mundo”. Ele está no seu mundo mesmo.
Pesado silêncio caiu sobre todos e a sessão foi encerrada, sem outras consultas. ( Humberto de Campos, Luz Acima, lição 29)

sábado, 30 de junho de 2012

Confraternização Junina - Mensagens de Estudo

A idéia é utilizar textos com trovas de Cornélio Pires, retiradas do livro: Baú de Casos, após isso, cada grupo irá apresentá-lo no estilo designado: repentista, caipira e catira. Vai ser muito engraçado!!! Já estou imaginando!!!

Problema de Queixas

Tenho aqui sua consulta,
Meu caro Raimundo Seixas;
Você pede opinião
Quanto ao problema das queixas.

Sem rodeios sobre o assunto,
Posso afirmar, meu irmão,
Toda queixa, quase sempre,
É conversa gasta em vão.

A gente chora, reclama,
No entanto, o caso é sabido:
Lamentação sem trabalho
É voz de tempo perdido.

Cada pessoa recebe
Certo serviço a fazer,
Somos nós servos da vida,
Cada qual em seu dever

Se o espírito é rebelde,
Perante o mínino encargo,
Inclina-se para a fuga
Começando em verbo amargo

Lastima-se contra o tempo
Em tudo, seja onde for,
Censura-se o pó, a pedra,
O vento, o frio, o calor...

Mas nessa história de queixas,
Você pode registrar:
Quem caminha reclamando
Principia a piorar.

Dever é um fardo do Céu
E a quem o vote a desprezo,
Surge uma lei vigorosa
Impondo ao fardo mais peso.

Parece que Deus nos cede
Uma cruz de dons extremos,
Fugindo a ela, encontramos
As cruzes que merecemos.

Você recorda o Alexandre,
Clamava contra chefias...
Depois, ficou sem trabalho
Por mais de quinhentos dias.

Chorando quatro cruzeiros,
Saiu Antonico Brotas,
Vindo logo a tromba d´água,
Levou-lhe o colchão de notas.

Reclamando anel perdido,
A irada Dona Rosenda,
Transportando vela acesa,
Incendiou a fazenda.
Ao queixar-se contra a esposa,
Laurindo da Conceição
Atirou dez mil cruzeiros
Na fogueira de São João.

Zangando-se contra a chuva
Dona Liquinha Pastura,
Ao correr, teve uma queda
De quatro metros de altura.

Penso hoje, caro irmão,
Pelas provas que já vi:
A pessoa, em se queixando,
Perde o controle de si.

Após a morte do corpo
É que se vê quanta gente
Lastima o tempo perdido
Ao zangar-se inutilmente.

Anote o caso em você,
Em você e em derredor:
Na vida de quem se queixa
A vida fica pior.

Se você quer ser feliz
Na terra e no Mais Além,
Trabalhe, siga e prossiga
Sem se queixar de ninguém.

Cornélio Pires

Provas e Calamidades

Você nos pergunta, em carta,
Meu caro Alfeu Segismundo,
Como encontrar alegria
Nas graves provas do mundo.

E continua afirmando:
- Cornélio, o que diz você?
Tanta lágrima na Terra,
Não sei explicar porquê...

Basta ler, ouvir e ver,
Nos campos de informação,
E a gente sofre pensando
Em tanta tribulação.

É guerra que não se acaba,
É desespero alastrando,
É clima destemperado,
Calamidades em bando....

É tromba d´água caindo,
Geada, seca, maré...
Amargura e insegurança
Surgem na falta de fé.

É desastre, a toda hora,
É murro de força bruta...
De que modo ser feliz
Em meio de tanta luta?

Digo, porém, caro amigo,
Que a Terra foi sempre assim:
- A escola que sempre educa,
Tanto a você, quanto a mim.

Você sabe: o educandário
Em que a gente se renova
Reclama trabalho, esforço,
Lição, disciplina e prova...

Mas se quer felicidade,
Medite, prezado Alfeu,
Nas cousas boas da vida
Que você já recebeu.

Pense nas almas queridas
Que o situaram no bem,
Nos recursos que o protegem,
Nas amizades que tem.

Olhe o poder que possui
De buscar o que lhe agrade,
Você consegue mover-se,
Conforme a própria vontade.

Lembre o sono que desfruta,
A mesa que o reconforta,
A fonte jorrando em casa,
O pão que lhe vem à porta.

Recorde a sombra vencida
Pelos dons da luz acesa,
Os recursos do progresso
E as bênçãos da natureza.

Medite nos animais
Que sofrem no dia a dia,
Para que o prato lhe seja
Um transmissor de alegria.

Pense nos dias tranquilos
De estudo, de calma e prece,
Nas horas somente suas
Em que ninguém lhe aborrece.

Então, você notará,
De atenção célere e pronta,
Que os benefícios da Terra
São benefícios sem conta.

Em síntese, caro amigo,
No mundo, a gente, a meu ver,
Muito pouco sofreria
Se soubesse agradecer.

Se você quer progredir
Na luz que Deus nos consente,
Esqueça a conversa mole,
Largue a queixa e siga em frente.

Cornélio Pires

Notícia da Sombra

Prezada Marta Eliana,
Deseja você que eu diga
Como é que se vê do Além
A trajetória da intriga.

De tratamento difícil
A sua estimada carta.
Não sei como respondê-la...
Desculpe, querida Marta.

Comparo a intriga à uma sombra
Que atrapalha qualquer vida,
Por dentro do coração
Em que seja recebida.

Para notar-lhe de perto
A força estranha e nefasta,
Certa vez, acompanhei-a
Nas trilhas onde se arrasta.

Notei-a falando baixo
Com Zeferina do Alfeu,
Decorridos alguns dias
A coitada enlouqueceu.

Outra porta que se abriu
Foi a de Gino Delgado,
O pobre, depois de ouvi-la,
Atirou sobre o cunhado.

Em seguida, conversou
Com Dona Flora Bonilha,
Dona Flora transtornada
Espancou a própria filha.

Tomou a atenção de Juca,
Sobre o filho, o João Libório;
O pai, depois de alguns dias,
Rumou para o sanatório.

Buscou a loja de Zeca
Pixando Elísio Coutinho;
No outro dia, Zeca, em fúria,
Avançou sobre o vizinho.

Observe a confusão,
Onde a sombra ganha pé,
Principalmente nas casas
Que se dedicam à fé.

Grupo Espírita modelo,
Era o Centro de Irmã Rosa,
Que após aceitar a sombra,
Acabou-se em polvorosa.

Ela, um dia, penetrou,
No Instituto da Oração,
Em pouco tempo, o Instituto
Caiu em perturbação.

Um grupo de caridade,
Era o de Irmã Genoveva,
O grupo abraçou a sombra,
Depois envolveu-se em treva.

Tome cuidado... A pessoa
Que acolhe a intriga onde esteja
Adoece sem notar
A influência malfazeja.

Não tema. Você conhece...
Onde a sombra se detém,
A conversa vai saindo
Dos alicerces do bem.
Quanto ao mais, lembro o conselho
do velho Cirino Horta:
-“Quando a intriga aparecer,
Nada ouça e cerre a porta.”

Cornélio Pires

domingo, 13 de maio de 2012

Mães Más


O texto, a seguir transcrito, foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)

“Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que hora regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram dos supermercados ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queriamos pagar”.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas dos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em alguns momentos até odiaram).

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhe dizer:

“Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...

As outras criianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas.

As outras crianças bebiam refrigenrante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós faziamos com eles.

Insistia que lhe disséssemos com quem iamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.

E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!

Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saissemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde, tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescencia.

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescencia.

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “PAIS MAUS”, COMO MINHA MÃE FOI. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Aquelas que já são mães, que não se culpem, e aquelas que serão, que isso sirva de alerta!

Obs: Ver a projeção dos slides produzidos por bibinhasantos no you tube

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mãezinha

Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra as primeiras criancinhas,
chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar
infinitamente.

De alguém que não enxergasse o mal.

Que quisesse ajudar sem exigir pagamento.

Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do
coração.

Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas
lições de cada dia.

Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação.

Que cantarolasse, baixinho, para adormecer os bebês que ainda não podem
conversar.

Que permanecesse em casa, por amor, amparando os meninos que ainda não
podem sair à rua.

Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo.

Que abraçasse e beijasse as crianças doentes.

Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos, garantindo o corpo de pé.

Que os conduzisse à escola, a fim de que aprendessem a ler.

Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo, examinando,
examinando... e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha
e confiou-lhe as crianças.

For esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo,
ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de
nossa jornada na Terra. Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e
sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida
preciosos auxiliares de Deus.

Meimei.

por Francisco Cândido Xavier.
Do Livro: Pai Nosso.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mensagem de Blandina aos evangelizadores

Queridos irmãos.
Que Jesus abençoe e ampare a todos!
Continua o grande trabalho de renovação e reestruturação de todos os setores da vida planetária,sob a direção de nosso Mestre Jesus.
Imensas legiões de Espíritos espalhados por todo o nosso planeta trabalham incessantemente nos dois lados da vida.
Contam-se aos milhões os Espíritos que já reencarnaram em nosso planeta-escola, vindos de mundos superiores, onde já vivenciam a realidade da vida espiritual, em sintonia com as Leis Divinas de amor e sabedoria.
Tutelados por outros milhares de Espíritos que, permanecendo nas esferas espirituais, seguem lhes os passos, amparando-os e orientando-os em suas tarefas.
Ao mesmo tempo, outras falanges de Espíritos dedicados e amigos, trabalham em favor dos afetos que se transviaram no transcorrer das últimas encarnações e, inadvertidamente, se filiaram ou se deixaram arrastar pelas falanges da ignorância, do desespero e do orgulho insano. Nesse sentido, muitos Espíritos são resgatados das regiões inferiores em situação lastimável, por intercessão daqueles que os amam.
Outros ainda permanecem reencarnados, em luta consigo mesmos e, auxiliados pelos afetos que os antecederam na jornada evolutiva, se desvencilham, pouco a pouco, dos laços que o prendem às viciações inferiores e os tornam presas de Espíritos infelizes que ainda persistem em sua loucura.
O trabalho de evangelização, no sentido de educação com Jesus, assume um caráter de máxima importância e de urgência, no momento evolutivo que vivemos. Momento de decisão, onde somos chamados a cooperar com as falanges de Jesus, na construção de um mundo de paz e harmonia, embora sempre de trabalho, progresso e avanço para os níveis superiores da vida.
Existe, em determinada esfera espiritual, atividades direcionadas ao trabalho dos evangelizadores, educadores do Espírito, no sentido de fornecer estímulo e apoio aos trabalhadores desta área bendita. Este trabalho está sob a direção de Eurípedes Barsanulfo e outros Espíritos que, através dos séculos, trabalham no projeto de Jesus. Juntamente com esses Espíritos está a figura querida de Pestalozzi que, até hoje, não foi completamente compreendido pelos educadores que se dedicaram a estudar suas obras e seu exemplo de vida.
Pequenina ainda, e com as falhas naturais de nosso estágio evolutivo, acompanhamos os companheiros encarnados, intermediando os esforços de ambos os lados e, dentro de nossas parcas possibilidades, oferecemos também o nosso apoio.
Jesus, em sua misericórdia, nos aceitou a todos, como colaboradores nesta tarefa de grande importância. Sem exigir certificados e títulos especiais, o Senhor conta com nossa boa vontade em nos habilitarmos para a tarefa que nós mesmos escolhemos.
Embora os percalços do caminho, as dificuldades e desafios a serem enfrentados, sigamos com coragem e bom ânimo. O Senhor segue conosco.

Blandina
(Mensagem recebida em 14/07/2011, em Araras-SP, por Walter O.Alves)

Obs: A proposta é confeccionar uma cartinha para os evangelizadores, de preferência enviar via correio. Se sentir lembrado, querido, bem vindo e valorizado é sempre muito bom. Vamos investir nisso!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

À procura de Jesus


Homem considerado galileu
Trinta e três anos
Pele clara e expressão triste
Cabelos longos e barba maltratada
Marcas sanguinolentas nas mãos e nos pés
Caminha habitualmente, acompanhado de mendigos e vagabundos, doentes e mutilados, cegos e infelizes
Onde aparece, freqüentemente, é visto, entre grande séquito de mulheres sendo algumas de má vida, com crianças esfarrapadas
Quase sempre está seguido por doze pescadores e marginais
Demonstra respeito para com as autoridades, determinando se dê a Cesar o que é de Cesar, mas espalha ensinamentos contrários à Lei antiga, como sejam:
-o perdão das ofensas;
-o amor aos inimigos;
-a oração em favor daqueles que nos perseguem ou caluniam;
-a distribuição indiscriminada de dádivas com os necessitados;
-o amparo aos enfermos, sejam eles quais forem e chega ao cúmulo de recomendar que uma pessoa espancada numa face ofereça a outra ao agressor
Ainda não se sabe se é um mágico, mas testemunhas idôneas afirmam que ele multiplicou cinco pães e dois peixes em alimentação para mais de cinco mil pessoas, tendo sobrado doze cestos
Considerado impostor por haver trazido pessoas mortas à vida, foi preso e espancado
Sentenciado à morte, com absoluta aprovação do próprio povo, que o condenou, de preferência à Barrabás, malfeitor conhecido, recebeu insultos e pedradas, sem reclamar, quando conduzia a cruz às costas
Não se ofendeu, quando questionado pela Justiça, complicando-se-lhe a situação, porque seus próprios seguidores o abandonaram nas horas difíceis
Sob afrontas e zombarias, foi crucificado entre dois ladrões
Não teve parentes que lhe demonstrassem solidariedade, a não ser sua Mãe, uma frágil mulher que chorava aos pés da cruz
Depois de morto, não se encontrou lugar para sepultá-lo, senão lodoso recanto de um túmulo por favor de um amigo
Após o terceiro dia do sepultamento, desapareceu do sepulcro e já foi visto por diversas pessoas que o identificaram pelas chagas sangrentas dos pés e das mãos
Esse é o homem que está sendo cuidadosamente procurado
Seu nome é Jesus de Nazaré
Se puderes encontrá-lo, deves segui-lo para sempre

Espírito: MARIA DOLORES
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Coração e Vida" -EDIÇÃO IDEAL